19 de dezembro de 2013

Resenha Na Companhia das Estrelas - Peter Heller




Título: Na Companhia das Estrelas
Autor: Peter Heller
Páginas:
408
Editora: Novo Conceito






"... temos aqueles livros que parecem ser muito bons e até dão a impressão de serem originais, porém logo se revelam chatos, cansativos e a empolgação se desvanece rapidinho."
Débora - Livros e Citações.com


Hig e seu cachorro Jasper vivem em um aeroporto sozinhos a dez anos. Após uma pandemia de gripe ter atingido a maioria da população mundial e somente poucos dos que foram afetados terem sobrevivido, resta a Hig o convívio com seu melhor amigo Jasper e um vizinho mal-humorado e meio sádico.
Ao me deparar com a sinopse desse livro, eu me empolguei bastante, a ponto de querer correr e comprá-lo para tê-lo em minha estante. Estou feliz por ter repensado e não ter gasto dinheiro com essa compra, ainda bem que existe os Livros Viajantes do Skoob. Vejam bem, não que o livro seja péssimo, mas conforme ia me aproximando da página 50,  a sensação que eu tinha é exatamente a descrita pela Débora do blog Livros e Citações.com.
Me senti muito frustrada ao perceber que o livro seria tranquilo (muito para o meu gosto) durante todo o decorrer da narrativa, completamente diferente de "Eu sou a lenda", história que por sinal eu havia tomado como base antes de iniciar minha leitura.
Outra característica da narrativa que me incomodou, foi o fato das falas e pensamentos não serem diferenciados e nem ao menos identificáveis através de travessões ou aspas. Acredito que o autor tenha realmente um propósito para utilização de tal recurso, mas eu particularmente detestei este aspecto diferenciado da narrativa.
Embora eu tenha apontado tantos pontos negativos, gostei muito do enredo como um todo. A abordagem da solidão, da falta de recursos básicos de sobrevivência, da solidariedade, ou algumas vezes da falta dela e da violência nos faz pensar em como agiríamos se tivéssemos no lugar dos personagens. Para falar a verdade nos faz refletir em como vivemos em sociedade hoje mesmo.
A questão é só que eu gostaria de ler a história de Hig de forma diferente, provavelmente de forma mais dinâmica...